10 dúvidas sobre financiamento imobiliário respondidas sem enrolação

Entender as regras de um financiamento imobiliário é o primeiro passo para realizar a compra da casa própria com segurança e sem surpresas no orçamento. Com tantas siglas, exigências bancárias e taxas envolvidas, é natural que surjam incertezas ao longo do processo.

Se você está se preparando para comprar o primeiro apartamento ou investir, reunimos e respondemos de forma direta as 10 perguntas mais comuns sobre o crédito habitacional no Brasil.

Confira o guia abaixo e tire todas as suas dúvidas antes de assinar o contrato!


Infográfico em laptop e chaves de casa representando o esclarecimento de dúvidas sobre financiamento imobiliário.

Principais dúvidas sobre financiamento imobiliário

1. É possível financiar 100% do valor do imóvel?

Não. No Brasil, as instituições financeiras exigem uma porcentagem de entrada. Em geral, é necessário dar entre 10% e 20% do valor de avaliação do bem, enquanto o banco financia o restante (de 80% a 90%).

2. Qual é o valor máximo que a parcela pode atingir?

Por regra das instituições financeiras, a prestação mensal não pode comprometer mais do que 30% da sua renda bruta familiar declarada. Esse limite existe para evitar o superendividamento da família.

3. Como o FGTS pode ser utilizado na compra?

O saldo retido do seu Fundo de Garantia (FGTS) pode ser um grande aliado:

  • Para pagar a entrada do imóvel;

  • Para amortizar (reduzir) o saldo devedor principal;

  • Para diminuir em até 80% o valor das parcelas mensais por 12 meses consecutivos.

4. QUAIS DOCUMENTOS O AUTÔNOMO PRECISA PARA COMPROVAR RENDA?

Profissionais liberais e autônomos podem comprovar renda apresentando a última Declaração do Imposto de Renda, extratos bancários recentes dos últimos 3 a 6 meses e o DECORE (Declaração de Comprovação de Rendimentos) emitido por um contador.

5. O que acontece se o nome estiver negativado?

O financiamento é recusado na fase de análise de crédito. Os bancos exigem que os compradores tenham o CPF limpo, sem apontamentos nos órgãos de proteção ao crédito (como Serasa e SPC) e sem pendências na Receita Federal.

6. Quais são os custos adicionais além do valor do imóvel?

Além do valor de entrada, reserve cerca de 4% a 5% do valor do imóvel para custos burocráticos obrigatórios:

  • ITBI: Imposto municipal de transmissão de bens;

  • Taxas de registro: Cobradas pelo Cartório de Imóveis;

  • Taxa de avaliação bancária: Cobrada pela instituição financeira para vistoriar o bem.

7. Qual é a diferença entre a Tabela SAC e a Tabela Price?

  • Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante): As parcelas começam mais altas e vão diminuindo com o passar dos anos. O valor abatido do saldo devedor é fixo, gerando menos juros no total do contrato.

  • Tabela Price: As parcelas são fixas do início ao fim. A entrada no mês 1 tem o mesmo valor da prestação do último mês, mas os juros totais pagos costumam ser maiores.

8. É possível somar a renda com outra pessoa?

Sim! A maioria das instituições permite a composição de renda. Você pode juntar o seu orçamento mensal com o do cônjuge, namorado(a), pais, irmãos e até mesmo de amigos para aprovar um valor de crédito maior.

9. Quanto tempo dura o processo até a liberação do dinheiro?

Em média, a jornada completa — desde a entrega da documentação inicial até a assinatura do contrato e emissão do registro no cartório — dura entre 40 e 60 dias úteis, desde que a documentação das partes esteja regular.

10. O banco pode exigir a contratação de seguros?

Sim. Por lei, todo financiamento habitacional exige obrigatoriamente a contratação de dois seguros inclusos na prestação:

  • MIP (Morte e Invalidez Permanente): Quita a dívida em caso de falecimento ou incapacidade total do comprador;

  • DFI (Danos Físicos ao Imóvel): Cobre eventuais danos estruturais ocorridos no prédio ou na casa durante a vigência do contrato.

Conclusão: Descomplique a simulação do seu financiamento

Tirar todas as dúvidas é o primeiro passo para fazer uma compra planejada, sem surpresas no meio do caminho. Agora que você já conhece os custos, os prazos e as regras, o momento é de descobrir qual banco oferece a menor taxa para o seu perfil.

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